(Source: prisioneiro-da-escuridao, via forlandivar)


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Com a visão embaçada, presa em sua mente vulnerável, só conseguia enxergar um alguém: ele. Apesar de nunca tê-lo visto, imaginava cada expressão, cada sorriso e cada movimento que apenas a presença poderia revelar. Sorria como boba. A distância já não importava. Apenas o ‘sonho’ de tê-lo por perto que lhe roubava as noites, os pensamentos, o tempo… Como apaixonar-se por alguém distante doía. Nunca havia sentido tamanha necessidade de alguém. Aquilo ardia, rasgava teu coração ao meio. Mas a esperança que a mantinha viva era a única que poderia salvá-la da angústia. Quem sabe, um dia, eles não iriam se encontrar e dizer um ao outro tudo que repreendiam em seus interiores incompletos? Mas isso era questão de tempo. No momento, com a visão embaçada e mente vulnerável, imaginá-lo era a única possibilidade de fazê-la feliz. (c-older)
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